terça-feira, 29 de abril de 2014

Faço as coisas como um autômato

Não tenho vontade de me levantar. Não tenho vontade de trabalhar. Tenho vontade de dormir e esperar que tudo venha espontaneamente. Não! O único que há de vir espontaneamente é a morte.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Hoje pela janela. Amanhã pela porta. Ando por aí ... em busca de mim, em busca de ti, em busca da morte. Flutuando em camas. Exorcizando gerações. Sem fôlego para escrever diariamente um poema. Ando por aí ... pela manhã mas sobretudo pela noite.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


“antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada,”

Um verso roubado diz que en el fondo de todo hay un jardin. A beira do abismo recito esse verso. As palavras me atravessam e me traicionam.

O filho de mil homens

"Depois disse-lhe: quem perdeu a mãe perde-a para sempre e nunca mais para de a  perder.

Quem perdeu a mãe perde para sempre e nunca mais para de perder."

(Valter Hugo Mãe)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Éramos dois.

Entramos no parque mas não havia nada lá. Não havia flores, nem árvores, nem gente. Não havia animais, nem insetos, nem peixes no lago. Havia somente pedras. Você me disse que aquilo era  um sonho e que devíamos aprender com as pedras.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ALTAZOR

Deixa-te cair sem deter tua queda sem medo ao fundo
   da sombra
Sem medo ao enigma de ti mesmo
Talvez encontres uma luz sem noite
Perdida nas gretas dos precipícios

Cai
      Cai eternamente
Cai ao fundo do infinito
Cai ao fundo do tempo
Cai ao fundo de ti mesmo
Cai o mais baixo que se possa cair
Cai sem vertigem
Através de todos os espaços e de todas as idades
Através de todas as almas de todos os anelos e
      todos os naufrágios

(HUIDOBRO)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Arquiescrita

Busco uma presença na ausência. Um substituto pra Deus. Busco no Outro minha salvação. Sandice. Não há redenção. Há apenas abnegação e memória. Tudo será memória.