terça-feira, 27 de maio de 2014

"Esta vida sin sobresaltos me aburre"

diz o verso:

Esta vida sin sobresaltos me aburre

Penso que as coisas estão fora do lugar ou sou eu que não estou no lugar certo. Tenho tempo pra ler e estudar graças a minha irmã mas não sei aproveitar esse tempo. Os mesmos demônios e fantasmas me perseguem e eu não sei nomeá-los, tampouco escutá-los. Acho que me faria bem  dialogar com eles. A morte, seus fantasmas e demônios mais uma vez bateram na minha porta e eu tive medo.

Mis brazos se tienden al abismo

diz a poeta que me conforta por esses dias. A posição da qual eu enxergo a vida é meio cômoda, talvez.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

É hora de embriagar-se!

"...as coisas são os nomes que lhes damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga?"
Rubem Alves

Sinto me só. Creio em fantasmas terríveis e sinto falta de alguém ao meu lado. Não consigo ler ou estudar pois sinto que não vale a pena. A morte e seus fantasmas terríveis me atraem ou me absorvem.
Devo embriagar me? Como sugere Baudelaire:

"É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se."

terça-feira, 13 de maio de 2014

Nietzsche escribió: "Cuando miras mucho tiempo un abismo, el abismo también te mira".

terça-feira, 29 de abril de 2014

Faço as coisas como um autômato

Não tenho vontade de me levantar. Não tenho vontade de trabalhar. Tenho vontade de dormir e esperar que tudo venha espontaneamente. Não! O único que há de vir espontaneamente é a morte.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Hoje pela janela. Amanhã pela porta. Ando por aí ... em busca de mim, em busca de ti, em busca da morte. Flutuando em camas. Exorcizando gerações. Sem fôlego para escrever diariamente um poema. Ando por aí ... pela manhã mas sobretudo pela noite.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


“antes fosse a montanha ou o abismo -
estou farto de tanto vazio à volta de nada,”

Um verso roubado diz que en el fondo de todo hay un jardin. A beira do abismo recito esse verso. As palavras me atravessam e me traicionam.

O filho de mil homens

"Depois disse-lhe: quem perdeu a mãe perde-a para sempre e nunca mais para de a  perder.

Quem perdeu a mãe perde para sempre e nunca mais para de perder."

(Valter Hugo Mãe)